Ocasionalmente faço no fim de semana um longão sem pace definido, onde a meta é somente correr um determinado número de quilômetros. Como um amigo meu personal diria, “deixe as pernas te levarem”. Chamo de pace Zeca Pagodinho: “perna leva eu”.
Normalmente me dou o prazer de uma corrida destas quando estou me recuperando de alguma prova recente, ou para engrenar sem solavancos de uma interrupção na rotina semanal, ou porque mente e corpo estão “desalinhados” e necessito “refrescar a cuca”. Correr é a minha terapia, acredito que também seja para muitos de vocês leitores.
Quando estou num momento desses, preciso variar minha rotina, e me dar este prazer de correr sem o meu Garmin me ordenando o tempo todo, para me manter motivado. É dar um passo “pra trás” para dar dois “pra frente” depois (seguir o treino).
É um tipo de corrida completamente diferente. Libertador. Você não tem compromisso com o relógio, e corre no pace que lhe for confortável, sem que isso necessariamente signifique necessariamente ir mais devagar do que está acostumado. Às vezes me surpreendo ao analisar posteriormente o log e perceber que corri uma porção em um pace igual ou até superior à média de um longão normal, ou perceber que fiz um pace médio muito próximo ao de um treino. Via de regra, no entanto, é normal que se vá mais devagar, mesmo que somente “um tico”.
Quando não temos que prestar atenção no nosso pace, podemos prestar mais atenção nas outras coisas: no prazer de correr em si, nas pessoas que passam pelo nosso caminho, na paisagem. Se correr já parece nos deixar mais “conectados” com o mundo, correr “sem compromisso” parece amplificar esta sensação.
Da próxima vez que estiver desanimado para encarar seu longão, por estar voltando de um “recesso”, porque o dia está feio e frio (comum nesta época do ano), porque esteve doente, porque alguma coisa o deixou meio pra baixo, saia para correr pelo simples prazer de fazê-lo. Deixe seu treino temporariamente de lado. Você não é uma máquina.
Lembre-se que correr faz bem à mente e ao corpo, que correr é um prazer, e que não há motivo para deixar de correr. Você pode deixar de treinar por não estar em condições de fazê-lo, mas isso não o impede de ir sair para correr. Sim, correr é divertido. E terapêutico.
Estabeleça um tempo de corrida, ou uma quilometragem, e vá correr. Você pode encurtar ou alongar sua corrida, em função de como se sentir fisicamente durante a mesma. Respeite seu corpo. Prazer é a palavra-chave.
Voltará pra casa mais animado, mais saudável, satisfeito por não ter deixado o desânimo e a preguiça lhe roubarem este prazer. De bem consigo mesmo.
Quando tudo conspirar contra, simplesmente coloque sua roupa de corrida, saia de casa e corra por correr, porque correr é viver, e como já dizia Zeca Pagodinho, deixe a vida te levar!
Não se esqueça de levar consigo, PREENCHIDO, o Termo de Responsabilidade (seu e/ou de terceiros). Ele deve ser entregue no local de recolhimento do kit.
O kit da prova inclui saco plástico grande (para o guarda-volumes, mais informações abaixo), ticket para transporte de barca (mais informações abaixo), chip descartável (de uso OBRIGATÓRIO na prova – post sobre este tipo de chip), número de peito (de uso OBRIGATÓRIO na prova), pulseira (de uso OBRIGATÓRIO para acesso à área de largada), boné, camiseta, squeeze, sacola de treino, instruções e material promocional.
Quem for usar o guarda-volumes, é OBRIGATÓRIO o uso do saco plástico grande fornecido no kit. Coloque sua mochila ou pertences dentro, feche-o bem, e entregue o saco plástico fechado no ônibus guarda-volumes correspondente ao seu número de peito. Estes ônibus levarão os volumes até o Aterro do Flamengo, onde poderão ser recolhidos ao final da prova.
Foram reservadas 4 barcas para o transporte dos corredores do Centro do Rio até Niterói, com desembarque próximo ao local da prova. O transporte de barca leva aproximadamente 20 minutos. O bilhete que vem no kit garante o transporte, mas os horários são determinados: saída às 5h30, 6h, 6h30 e 7h somente. Cada barca comporta até 1.500 pessoas, quem não passar pelas catracas de acesso (que travam ao se atingir o número máximo permitido) espera a próxima barca. Perdeu a das 7h, não tem outra, e você tem 1h para estar na largada do outro lado da Baía de Guanabara, MUITO CUIDADO com o horário portanto!ATUALIZADO: 2 catamarãs ficarão de prontidão para saída às 6h45 e 7h15, havendo necessidade, por conta de um previsto “congestionamento” nos dois últimos horários das barcas.
Tempo máximo para conclusão da prova: 2h45m (o mesmo tempo exigido para uma meia na inscrição). Isso significa passar pelo pórtico de chegada até as 10h45, caso a largada aconteça no horário previsto.
Vídeo no YouTube que mostra o percurso da prova (autor desconhecido).
Referências aproximadas: km 2 é no pedágio, km 4 é no Mocanguê, km 9 é no vão central, km 15 é pouco antes da descida pra Francisco Bicalho, km 19 é junto à São Bento (medições cortesia do amigo @eduardopierre).
Na Ponte Rio-Niterói serão interditadas 3 faixas no sentido Rio-Niterói: 2 para corredores, 1 para pessoal de apoio. Corredores ficarão nas 2 faixas mais próximas ao mar, contrariamente ao que se esperava (e manda o bom senso?).
A passagem dos corredores pela praça de pedágio da Ponte Rio-Niterói se dará através das cabines 13 e 14.
São 6 postos de hidratação ao todo, localizados no km 2,8 (água), no km 5,5 (água), no km 9 (água), no km 12 (água), no km 15 (isotônico) e finalmente no km 18 (água). A água é Crystal e o isotônico é Powerade.
Haverá um posto fornecendo gel de carboidratos, no km 12.
O corredor que, ao passar pela Ponte Rio-Niterói jogar copo de água, gel, etc. no mar, poderá ser DESCLASSIFICADO.
Um ônibus (que já ganhou apelido de “ônibus prego” e “bonde do terror”) recolherá na Ponte Rio-Niterói os corredores que “ficarem pra trás”. Como correr a prova em 2h45 corresponde a um pace aproximado de 7”43″/km, bem tranquilo, só deve mesmo recolher quem “quebrar” ou burlou a inscrição.
A previsão para este domingo é de SOL, com a temperatura devendo variar dos 22 até os 30 graus durante a prova. Recomenda-se FORTEMENTE portanto o uso de boné, para evitar insolação.
Na Ponte Rio-Niterói, principalmente em seu vão central, o vento pode pegar muitos corredores de surpresa, pois dependendo de sua intensidade e direção, pode se tornar um sério oponente a ser vencido. Adapte seu ritmo, para que não lhe falte perna no resto da prova.
Uma EXCELENTE prova para todos! Nos vemos no domingo!
Além da tela touchscreen permitir uma navegação fácil pelas opções do celular, foi implementado de forma a permitir uma interação mesmo durante o exercício. Acaba assim com o maior erro da Garmin, que foi a infeliz implementação do touch bezel nos modelos Forerunner 405(CX) (principalmente) e Forerunner 410 (mesmo com os ajustes feitos, problema é o próprio projeto).
Continuando as boas novidades, o Garmin Forerunner 610 traz 3 boas novidades do modelo Forerunner 310XT: alertas vibratórios (essenciais durante uma corrida, principalmente para a turma adepta da corrida com player de MP3), edição aprimorada de exercícios no próprio relógio (a série Forerunner 4xx obriga a editar no computador, no Garmin Training Center, e sincronizar para enviar o exercício para o relógio, o que impede a criação/edição de rotinas no local do próprio exercício) e um sensor de batimentos cardíacos mais bem acabado, recebendo inclusive uma denominação “premium” (como o do Forerunner 310XT).
Além disso, não tem como negar que o visual do relógio também é uma evolução feliz em relação ao dos modelos Forerunner 410 e (principalmente) Forerunner 405(CX). O único dissabor que antevejo é o preço do mesmo, ainda não divulgado.
PS: Claro que me refiro ao preço nos EUA. Comprar um Garmin Forerunner no Brasil é passar atestado de maluco. Cobram até CINCO VEZES o valor nos EUA dos relógios (que já não são baratos), na maior cara de pau. Cada loja cobra o que quer. Não tem tributação que explique isso. Tanto que o site brasileiro da Garmin é um dos poucos que não informa preço de tabela para seus relógios Forerunner, simplesmente porque por aqui cada um cobra o que bem quer, infelizmente. Pior mesmo é que tem (uns poucos) que se dispõem a pagar.
Se você tem um relógio esportivo que registra a sua corrida com o auxílio do sistema GPS, talvez já tenha tido este problema: ao subir/salvar a atividade registrada, ou ainda ao conferí-la ainda no relógio depois de terminada a mesma, você percebe que a atividade foi registrada corretamente mas com a data errada.
Aconteceu comigo esta semana, com o meu Garmin Forerunner 310XT. Pesquisando por uma solução para o problema, descobri que é raro de ocorrer mas que pode acontecer com qualquer um, com qualquer Forerunner, com qualquer marca/modelo de relógio com GPS. Basicamente, basta o relógio perder a hora certa por qualquer motivo e não ter o sistema GPS para acertá-lo antes da atividade seguinte, ou ainda o relógio receber informação equivocada do sistema GPS e alterar o dia ou hora local baseado nesta informação.
Quando o problema vem do próprio sistema GPS, o erro costuma ser de apenas algumas horas para mais ou para menos, pois a questão costuma normalmente ser de fuso horário.
Quanto o problema vem do próprio relógio, o erro costuma ser muito maior.
No meu caso, o meu treino na esteira do dia 17 de março de 2011, feito a partir das 7h30 da manhã, foi registrado pelo meu Garmin Forerunner como tendo acontecido no dia 01 de abril de 2007 (!) a partir de 00:09. Como o fuso horário utilizado foi o GMT, apareceu no Garmin Training Center (o aplicativo) e no Garmin Connect (o site) como tendo sido realizado no dia 31 de março de 2007, a partir de 21:09 (fuso horário de Brasília, GMT menos 3 horas). Horário errado, mas pelo menos com o fuso horário correto. ;-p
O que diabos aconteceu? Uma infeliz sequência de eventos:
Ao acessar o Garmin Connect recentemente, recebi aviso de upgrade de firmware para meu Forerunner;
Fiz o danado do upgrade de firmware, que resetou a hora/data do meu Forerunner, o que não percebi;
O meu primeiro uso do Forerunner pós-atualização foi na academia, onde como de costume desabilitei o GPS e mandei o relógio usar o footpod da Garmin instalado no meu tênis para registrar o meu treino;
O meu segundo uso foi no fim-de-semana, na rua, na bela orla do Rio, onde ainda antes deste treino, ao ser ligado e fazer a aquisição de satélites, o meu relógio então adquiriu a data, hora e fuso horário corretos, e ao fazer isso já corrigiu no histórico o dia/hora dos treinos com fuso horário distinto.
Erro compreendido, mas e aí? Como resolver? Mais simples do que entender o problema…
Abra o Garmin Training Center;
Exporte a atividade para um arquivo TCX;
Abra este arquivo TCX em um editor de texto qualquer;
Faça um FIND & REPLACE substituindo a data e hora registradas pelas corretas. Tome especial cuidado neste processo para não danificar o log da sua atividade ao fazer substituições equivocadas. Atente também para o fato do log estar muito provavelmente usando um fuso horário diferente do seu, é portanto necessário neste caso que ajuste a hora que irá lançar respeitando a diferença entre a hora salva no log e a hora apresentada no Garmin Connect e Garmin Training Center;
Salve o TCX modificado (não precisa salvar com outro nome);
Importe o TCX modificado no Garmin Training Center;
Compare no Garmin Training Center a atividade originalmente registrada e a modificada que importou para detectar inconsistências. Neste caso, o trabalho de edição da atividade precisa ser retomado do zero;
Tendo certeza que está tudo correto, selecione a opção de upload da atividade para o Garmin Connect;
Verifique a atividade modificada no Garmin Connect;
Estando tudo certo, apague a atividade original no Garmin Connect e no Garmin Training Center.
Isso feito, minha atividade agora está registrada tanto no aplicativo Garmin Training Center como no site Garmin Connect como tendo sido iniciada no dia 17 de março de 2011, às 7h29 da manhã. Melhor assim.
Um cara que treina sozinho, um volume médio de 200km/semana, chega em terceiro na Maratona de Tóquio, depois de já ter chegado em quarto no ano anterior. Dispensa assessorias, equipes, pois não quer “viver disso”, correr apenas pelo prazer que tira disso.
Simplesmente lindo o “ataque” nos km 38/39 a dois atletas de elite à sua frente, e inspiradora a sua luta pessoal para se manter à frente nos km seguintes, até a chegada. Superação pura e plena.
Esta escultura homenageando o prazer de correr fica no parque Riverfront, na cidade de Spokane, estado de Washington, nos Estados Unidos. Muito bacana.
Diz a Lei do Mercado que quando um produto é muito demandado e sua oferta é limitada, o preço deste tende a subir. As empresas que organizam as corridas sempre respeitaram esta lei, procurando capitalizar na popularidade das corridas organizadas sempre que possível.
São várias as formas de se tirar “um extra” no processo de inscrição de uma prova. A mais clássica, utilizada em praticamente toda prova, é diferenciar o preço da inscrição em função da data desta (quanto mais perto do dia da prova, mais cara fica a inscrição).
Uma prática cada vez mais comum é a venda de inscrições “premium”, que dão direito a mimos como largada diferenciada, kit mais sofisticado, transporte, lanche premium e massagem pós-prova, etc.
Outra mais rara, e polêmica, utilizada em provas de grande popularidade, é estabelecer algum tipo de sorteio e cobrar de quem quiser participar do mesmo. Se for sorteado, ainda terá que pagar pela inscrição. Se não for, perde o valor pago.
O que eu ainda não tinha ouvido falar ou lido sobre, em provas aqui no Brasil ou no exterior, é a venda de inscrições para uma prova por lotes. Pois este foi o procedimento adotado para a Corrida da Ponte. Este é um procedimento até comum em outros tipos de evento, principalmente certos tipos de show, mas ainda não o tinha visto aplicado às corridas. Tenho certeza que deve ser ignorância minha, duvido muito que a Corrida da Ponte seja a primeira prova a utilizar tal procedimento de venda de inscrições.
De qualquer forma, tem muita gente “ignorante” por aí, como eu, ao que tudo indica. Muitos corredores ficaram surpresos, outros até revoltados, ao saberem da forma como estavam sendo vendidos os ingressos no site da Ativo.com, após a abertura oficial do processo de inscrição às 17h de ontem, como prometeu a organização. Uma amiga minha, triatleta e ultramaratonista, disse até que queria desistir da prova, pois o preço estava “um absurdo”, e a organização “uma vergonha”, e só não o tinha feito por pressão de familiar que iria correr com ela. Mas ela não deixou de alfinetar a prova, chamando-a de “Micareta da Ponte”. Ouch.
A opção dos organizadores da prova por este tipo de inscrição é compreensível, do ponto de vista da Lei do Mercado. A demanda pela prova é sabidamente grande. Todos já sabemos que o número de corredores teve que ser limitado por uma questão de segurança (restrição provavelmente imposta pela concessionária, creio que os organizadores teriam arriscado um número maior de inscrições). O que acontece quando temos muita demanda e pouca oferta? O preço sobe. A inscrição do primeiro lote, e a feita antecipadamente por assessorias de corrida e academias, foi de R$ 120, um valor já bem superior ao praticado para outras provas. Pois o primeiro lote se foi ontem mesmo, apenas 50 minutos após a abertura das inscrições. Fui checar há pouco, hoje cedo, e o segundo lote já tinha sido todo vendido, a R$ 140. Agora, somente inscrições do terceiro lote, a R$ 160. Depois disso, teremos um quarto lote a prováveis R$ 180 e um último e quinto lote a prováveis R$ 200.
Como “sempre dá pra tirar mais um pouco”, a organização também apelou pra venda de inscrições “premium”. Ao que tudo indica, quem aceitar pagar mais do dobro (!) pela inscrição terá direito a largada diferenciada, transporte exclusivo para Niterói a partir do Centro do Rio, e provavelmente kit e estrutura de atendimento pós-corrida diferenciados. E tem quem pague, pois o primeiro lote já se foi. As inscrições “premium” do segundo lote custam a bagatela de R$ 320. (!)
Eu entendo a indignação das pessoas, mas também não esqueço que uma prova nada mais é do que um produto que nos é vendido porque quem a organiza espera lucrar com isso. Como todo produto, cabe a quem o fabrica decidir sua aparência, conteúdo, etc. e como o venderá. E cabe a nós, consumidores, decidir se compramos ou não. Assim, acho sim que haverá quem desista da prova por achar que “tá caro demais”, e talvez a organização não consiga vender os últimos lotes e tenha que descontá-los, ou ofertar parte das inscrições restantes. Se isso acontecer, o apetite da organização será menor na próxima edição. Se não acontecer, terão feito a aposta certa, conseguindo o retorno desejado. E se tudo vender muito mais rapidamente do que esperam, terão subestimado a demanda, e ano que vem provavelmente pagaremos mais caro pela nossa vontade de correr pela Ponte Rio-Niterói. E assim nos rege a Lei do Mercado.
Vale dizer aliás que ainda sou muito mais este tipo de inscrição do que a inscrição por sorteio, na minha opinião o tipo mais polêmico e duvidoso de inscrição. Posso citar a Maratona de NY e aqui no Brasil a Volta à Ilha (em Florianópolis) como provas que usam este tipo de procedimento para suas inscrições, e digo que não me sinto confortável com a forma como as organizadoras destas provas agem.
A Corrida da Ponte (Rio-Niterói) é sem dúvida uma prova que vai deixar a sua marca. Estamos ainda a pouco menos de 2 meses da data de realização desta, e essa “novela” já está a pleno vapor…
Já tem gente dizendo que a tal restrição de tempo que haveria no processo de inscrição é balela, já que é apenas perguntado qual a distância e tempo feitos para validar a inscrição. Obviamente, pode-se dizer qualquer coisa, se não temos que provar citando a prova e dando nosso número de peito, ou fornecendo alguma comprovação oficial do tempo repassado. Algumas pessoas dizem que “é coisa pra inglês (a concessionária?) ver”, outros dizem que ao retirar o kit, será exigido algum tipo de comprovação. Quem acredita que pode haver algum procedimento deste tipo no momento da retirada do kit também diz que isso tem o potencial de dar muito errado.
Demorou, mas parece que a novela finalmente vai ter fim.
Depois de uma grande expectativa com o anúncio em setembro do ano passado de que haveria uma reedição da Corrida da Ponte (Rio-Niterói) depois de um hiato de mais de 20 anos, a demora em se iniciar o processo de inscrição, aliado a rumores de que a organização ainda estaria aparando arestas com a concessionária da Ponte Rio-Niterói, isso depois de uma via crucis de 5 anos com órgãos governamentais para conseguir que a prova fosse realizada, começaram a deixar interessados nervosos. Alguns se perguntavam até se haveria prova.
Logo os piores boatos foram desfeitos pelo próprio pessoal da organização, que tratou de confirmar a realização da prova, assim como a data originalmente informada, dia 17 de abril de 2011. Começaram então dois novos boatos: primeiro, de que haveria uma exigência de tempo/prova, depois, de que algumas assessorias esportivas e academias estariam já fazendo a inscrição para a prova.
Ambos os boatos terminaram sendo confirmados, primeiro por vias informais, depois oficialmente pelo pessoal da organização. Inicialmente falou-se em uma exigência de tempo prévio de 2h30min em meia-maratona, ou de 5h30min em maratona, para poder correr a prova. Ultimamente, foi confirmado oficialmente uma exigência de 2h45min em meia-maratona ou de 5h30min em maratona para poder participar da prova. O boato das inscrições antecipadas também terminou sendo confirmado pelo pessoal da organização, informando que este é um procedimento normal, que visa descongestionar a inscrição por vias normais, e que no caso desta prova, havia sido estabelecido um teto de 30% dos ingressos para venda por canais diferenciados.
Todas os boatos sacados, ficou somente uma dúvida na cabeça dos interessados: afinal, quando é que poderei me inscrever? A organização do evento marcou uma data: 21 de fevereiro (hoje), a partir das 17h. E ao que tudo indica eles estão prontos para receber a enxurrada de interessados, pois estão divulgando repetidamente a data e hora de abertura do site para inscrição. Agora mesmo, pouco antes das 16h, recebi um (último?) E-mail da organização do evento relembrando que é “pra daqui a pouco”.
Então, carreguem desde já www.corridadaponte.com.br e, lá pelas 16h45, comecem a dar REFRESH no browser de vocês de minuto em minuto, até uns 5 minutos antes, quando vale atualizar o browser na maior frequência que conseguirem suportar.
Eu já estou dentro, fiz a minha inscrição através da minha academia. Só falta você! Nos vemos lá na Ponte Rio-Niterói, combinado?
O chip de cronometragem, que todo corredor oficialmente inscrito em uma prova recebe é, sem sombra de dúvida, o item mais importante do kit que lhe é fornecido. O único realmente necessário, na verdade.
Ainda que o número de peito seja demandado pelos organizadores, o fazem por uma questão de controle próprio no dia da prova, para poderem separar claramente corredores inscritos dos que correm “na pipoca”.
Em todas as provas das quais participei, o número de peito tão somente serviu para garantir o lanche no final da prova. Nem na distribuição de água durante a prova fizeram tal distinção. Sem número de peito, poderia ter corrido todas as provas já feitas, e ainda ter computados meus tempos oficiais, normalmente.
Chip descartável preso ao tênis
O que confirma que você, corredor inscrito, de fato correu a prova e o fez “de acordo”, passando primeiro pelo pórtico de largada, depois pelos checkpoints (que visam garantir a sua lisura) e finalmente pelo pórtico de chegada, é ele, o chip, não um papel que afixou em si mesmo com seu número de inscrição.
Não somente confirmar, mas permitir aos organizadores saber o seu tempo bruto, e calcular o seu tempo líquido. Tempo líquido este que será repassado ao órgão esportivo competente, para registro de seu tempo de atleta, quando a prova tem o reconhecimento deste.
Tirando o caso bizarro da São Silvestre de 2010, quando a Yescom teve a infeliz idéia de já entregar a medalha no kit de inscrição, uma decisão imbecil porcamente justificada, o chip ainda é usado no final da prova como moeda de troca pela medalha de “finisher”.
Esta última tradição, no entanto, pode estar com os dias contados.
Calma! Não estou dizendo que outras provas se rebaixarão ao nível da São Silvestre de 2010, mas que isto acontecerá por conta do uso cada vez maior de um novo tipo de chip: o do tipo descartável.
Este chip, por não ser reaproveitado, é entregue no kit de inscrição, dispensando assim a infra-estrutura de entrega do mesmo no dia da prova, e por não precisar ser entregue no final da prova, poupa o corredor do desconfortável procedimento de retirada de chip logo após a chegada, quando ainda está bastante cansado.
A instalação exige atenção e cuidado
O seu uso ainda é novidade no Brasil, sendo utilizado em um número reduzido de provas. Isso porque ainda tem um custo total maior do que o chip tradicional, e demanda maior cuidado na instalação.
O chip descartável é basicamente uma tira plástica com uma liga metálica, flexível o suficiente para permitir ser dobrada, rígida o suficiente para não ficar “mole” uma vez instalada no tênis.
Sua instalação é complexa o suficiente a ponto do chip descartável ter vindo com um folheto de instruções, quando peguei o kit da 1a etapa do Circuito Rio Antigo, primeira prova a me fornecer este tipo de chip.
Acho que nem tanto pelo procedimento de instalação, mais pelo fato do chip descartável permitir menos “deslizes” quanto à forma como é instalado.
Ele deve ser dobrado de forma a ficar como nas fotos, mas não pode ser rasgado, amarrotado, dobrado em dois, para não danificar a liga metálica. Ele também precisa ser muito bem preso no cadarço do tênis, com a ajuda do arame fornecido, e a parte central da tira deve ficar para cima.
Se a instalação demanda alguma atenção, e o chip algum cuidado no manuseio, uma grande vantagem é que, ao contrário do chip tradicional, o descartável não demanda a remoção total ou parcial do cadarço do tênis.
Gostei muito da novidade. A medição durante a prova aconteceu sem surpresas, e o retirei bem depois do final da prova, simplesmente desamarrando os arames (fornecidos) que o prendiam firme ao tênis.
A Dream Factory Sports e a Spiridon devolvem aos cariocas um dos mais tradicionais e cobiçados eventos de corrida de rua do Brasil: a Corrida da Ponte, ligando Niterói e Rio de Janeiro num evento único.
Disputada a primeira vez em 1981, ela volta ao calendário esportivo do Estado e da Cidade do Rio de Janeiro depois de ter sua última edição realizada na década de 90. O evento acontecerá em 17 de Abril de 2011.
Fique atento à abertura das inscrições pois as vagas serão limitadas! Só poderá participar da Corrida da Ponte quem já tenha participado e completado uma prova de 21km ou mais nos últimos 24 meses e tenha o resultado confirmado. Esta prova terá o mesmo padrão de serviços da Maratona do Rio.
Confirmado o pré-requisito de uma meia ou maratona anteriores.
Notem que exigem que a prova tenha sido realizada nos últimos 2 anos (24 meses), e que a pessoa tenha um tempo oficial (ou seja, tenha completado a prova e tenha seu tempo oficialmente registrado), mas não houve menção direta a uma restrição quando a tempo máximo para realização da prova.
No entanto, fala-se nos bastidores de uma exigência de um tempo abaixo ou igual a 2h30 para a meia maratona e abaixo ou igual a 5h30 para a maratona.